segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Empresa que executou obra na UFF funcionava em prédio que desabou


*Matéria escrita com Simone Schettino.

Uma coincidência vai paralisar as obras do Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS), da Universidade Federal Fluminense (UFF), que estavam previstas para ser entregues no mês que vem. A assessoria de imprensa da UFF informou que no último dia 25 a Prescom, que já havia interrompido a obra, não apresentou recurso contra a rescisão solicitada pela UFF, o que permitiu o encerramento do contrato.

Isso porque, no mesmo dia, a sede da empresa foi abaixo no desmoronamento que aconteceu no Centro do Rio. A Prescom ocupava o sétimo andar do edifício de número 16 da Rua Manoel de Carvalho. Não houve feridos no acidente, mas a empresa perdeu todo o acervo material que documentava o andamento da obra.

Segundo a universidade, não é possível dar novos prazos para a entrega das obras do IACS pois, no momento, a Superintendência de Arquitetura e Engenharia (Saen) da UFF faz um levantamento do andamento da execução da construção.

A UFF estuda ainda se vai abrir uma nova licitação ou chamar a segunda colocada do processo para concluir a construção. 
Procurada pela reportagem, a empresa de engenharia lamentou a decisão.

“Nós só paramos a construção porque a universidade não fazia os pagamentos em dia e a empresa ainda tem cerca de R$ 2 milhões a receber como pagamento da parte que foi realizada no Gragoatá”, lamenta Sérgio Fracassi, um dos sócios da Prescom Engenharia. A UFF não comentou sobre a possível dívida.

Licitação – Onze empresas, do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais participaram da concorrência pública, realizada na sala da CPL, no primeiro andar da reitoria, em Icaraí. Na época, todas foram consideradas habilitadas. A concorrência foi para construir nove dos 15 blocos previstos no projeto, além do anfiteatro.

A construtora que ofereceu o menor preço foi a Prescon Engenharia, do Rio de Janeiro, com um orçamento de R$ 17 milhões, o que correspondia a R$ 4 milhões a menos que o valor previsto na licitação, que era de R$ 21 milhões.

Matéria publicada em 27 de janeiro de 2012 no Jornal O Fluminense, disponível no site.

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