sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Padrasto é suspeito de estuprar e engravidar enteada


Um homem de 34 anos é acusado de estuprar e engravidar a enteada, de 13 anos, no Morro da Boa Vista, no Fonseca, Zona Norte de Niterói. Ele chegou a ficar foragido por três dias até que os policiais da 78ª DP (Fonseca) conseguiram localizá-lo. A menor deve ser submetida por um aborto, pois além da condição em que a gestação foi gerada, segundo o delegado titular da unidade, Paulo César Guimarães, os médicos detectaram nela um problema cardíaco sério e continuar a gravidez seria arriscado.   

Segundo os relatos da menina, os abusos começaram quando ela tinha apenas 11 anos, mas só recentemente ela teve coragem para contar à avó sobre o ocorrido. Assim que soube do fato, a avó informou a mãe da jovem e as duas foram à delegacia do bairro. A menina já estava com três meses de gravidez quando passou por exame pericial. 


O acusado convivia com a vítima desde que ela tinha ainda meses de vida. Ele foi indiciado pelo crime hediondo de estupro de vulnerável. O delegado Paulo César Guimarães informou que vai fazer um pedido para se realizar um exame de DNA do feto para comprovar a paternidade do padrasto. O caso foi registrado na 78ª DP (Fonseca). 

O padrasto nega as acusações e diz que a menina está inventando que ele tenha a estuprado. “Tenho mais duas filhas, sou inocente. Deve ter acontecido alguma coisa porque no domingo estava tudo bem e na segunda-feira ela veio com essa história”, afirma o acusado. 

Ele tinha uma oficina mecânica e fechou o estabelecimento há três dias e o seu paradeiro ficou desconhecido até que os policiais da 78ª DP conseguiram com certa habilidade convencê-lo a aparecer, e ele foi preso de prontidão. 

A menina passou dois anos aterrorizada e nunca havia comentado o ocorrido com ninguém. “Ela ficou em silêncio esse tempo todo. Talvez até por um temor referencial. Ela tinha apenas 11 anos quando essa situação começou. É uma coisa muito difícil. O relato dela é muito forte e consistente, ela conta como e quando ocorriam os casos de violência”, comenta o delegado. 

Notificações – O delegado aproveitou para explicar o aumento nos números de casos de estupros na área divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). Segundo ele, houve uma mudança na legislação que abrangeu crimes que antes não entravam nas estatísticas por estupro.

“O que aconteceu foi que mais casos passaram a ser enquadrados como estupro, por isso os números subiram. São casos que não se resolvem com aumento de policiamento como esse, que se trata de uma violência cometida dentro da casa da vítima”, afirma o titular.

Os estupros apresentaram uma alta de 183,3%, nas delegacias de Niterói passando de seis para 17 casos, na comparação com o mesmo período de 2011. Os registros sobressaíram na Zona Norte e Região Oceânica, onde foram nove e cinco ocorrências, respectivamente.

Matéria publicada em 03 de agosto de 2012 no Jornal O Fluminense, disponível no site.

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