O dia ensolarado aumentou a animação dos microempreendedores dos morros dos Macacos, Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, em duas feiras realizadas no último final de semana na cidade. No sábado, 13/09 foi realizada a 2ª Feira dos Macacos, na Praça da Curva. Já no domingo, 14/09 foi a vez de moradores do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo levarem seus produtos para a Praça Serzedelo Correia, em Copacabana. A animação foi tanta que os participantes já estão organizando novas edições dos eventos para os próximos meses.
O Rio+Social atuou na articulação das duas feiras. Com os moradores do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo o programa ajudou organizando reuniões e dando ideias para a montagem da “Aquarela do Pavão”, colaborando com a liberação do espaço da praça e com a divulgação. O evento em Copacabana foi realizado pelo PAC Social, da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio (Emop) em parceria com o Sebrae/RJ e outros órgãos públicos e privados além da Associação de Moradores do Pavão-Pavãozinho, ASMPP.
Entre as atrações da feira, apresentações culturais ao longo da tarde de domingo.
A Feira Aquarela do Pavão é um espaço para o morador. Foi pensado por eles mesmos, em conjunto com o PAC Social, que comprou a ideia e financiou esse primeiro evento. O importante é que eles vejam que comercializar seus produtos pode dar certo”, disse a gestora territorial do Pavão-Pavãozinho/Cantagalo e Tabajaras/Cabritos do Rio+Social, Lorene Maia.
O clima entre os expositores da feira era de otimismo com as vendas. Em cada stand havia cartões de contato e vendedores animados em mostrar suas produções.
“Estou amando a feira. Além da geração de renda, é uma forma de divulgar os talentos da comunidade”, comenta a artesã Antônia Ferreira, moradora do Pavão-Pavãozinho, que levou produtos reciclados como porta-copos com disquetes e arcos de cabelo com palha trançada.
“Estou amando a feira. Além da geração de renda, é uma forma de divulgar os talentos da comunidade”, comenta a artesã Antônia Ferreira, moradora do Pavão-Pavãozinho, que levou produtos reciclados como porta-copos com disquetes e arcos de cabelo com palha trançada.
Já a aposentada Maria Aparecida Ferreira, também moradora do Pavão-Pavãozinho, vendia cupcakes e pirulitos de chocolate. Animada com a primeira participação em uma feira, já tem ideia de expandir a produção.
“Trabalhei a minha vida inteira em casa de família como diarista, cozinhando. Agora criamos um grupo de mulheres, estamos tentando montar um buffet. É bom porque é uma forma de complementar minha aposentadoria”, comenta Maria Aparecida Ferreira.
Já nos Macacos, o Rio+Social foi responsável por toda a logística da feira, contato com parceiros, mediação das reuniões de organização. A 2ª Feira dos Macacos foi possível graças a uma parceira do Rio+Social com o Sebrae/RJ, que ofereceu oficinas para os microempreendedores sobre gestão e fortalecimento de negócios ao longo do ano, além de auxiliar na formalização dos empreendimentos, através da modalidade de MEI - Microempreendedor Individual.
“A receptividade dos moradores foi ótima! As pessoas gostaram e na parte da noite as vendas foram um sucesso”, comenta a gestora dos territórios Macacos e São João do Rio+Social, Yasmin Monteiro.O artesão Rubens Vilarino utilizou a reciclagem para encantar os visitantes da feira dos Macacos. Rubens utiliza malotes bancários de algodão, descartados de um Banco, para fazer seus trabalhos.
“O material do malote ficaria muito tempo no meio ambiente, porque o algodão demora a se decompor. Gosto muito do projeto e da feira. Todos conseguiram vender bem. Foi um sucesso”, disse Rubens.
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