A 8ª Parada do Orgulho Gay de Niterói levou alegria e colorido à Praia de Icaraí neste domingo. Com o tema “Homofobia tem cura, Educação e Criminalização”, trios elétricos levantaram o público que compareceu ao evento e as pessoas das janelas dos apartamento do tradicional bairro de Icaraí, na Zona Sul de Niterói. Segundo os organizadores, o público ficou um pouco a baixo das 100 mil pessoas esperadas, mas nada que tirasse o brilho da festa.
"Foi uma Parada muito bonita, tranquila. A comunidade LGBT está de parabéns. A Parada acabou pontualmente às 20h30 e acredito que não tenhamos conseguido chegar às 100 mil pessoas", comenta Helena Lopes, do Grupo 7 Cores.
Os trios elétricos se concentraram na Rua Miguel de Frias e por volta das 16h foi dada início à 8ª Parada do Orgulho Gay de Niterói. O evento não é apenas uma festa, é uma auto afirmação de uma comunidade.
“Eu queria que a sociedade fosse melhor para a gente. Eu só quero que me respeitem. Trabalho a mais de 30 anos fazendo show na noite, mas em Niterói ainda falta espaço e visibilidade para a gente”, comenta Eula Rochard, militante da comunidade Gay que estampa a campanha desse ano da Parada.
A festa foi acompanhada de perto por homens da Guarda Municipal, do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) e da Polícia Militar. E o clima foi de tranquilidade durante as mais de cinco horas de festa.
“Toda Parada é legal desde que a gente reivindique algo. Não importa se você vem vestido de borboleta ou com a roupa do corpo. Tudo que for contra o preconceito eu apoio”, comenta o ator e humorista Amin Khader.
Além da comunidade LGBT de Niterói e região era possível ver diversas famílias entre o público da 8ª Parada do Orgulho Gay.
“Sempre que posso eu venho as Paradas. É muito animado, os gays são muito divertidos. É a segunda vez que eu trago a minha neta e o clima é sempre muito festivo e respeitador. A Parada é do orgulho e eu tenho muito orgulho de ser simpatizante”, afirma a aposentada Cleide Maria de Oliveira de 68 anos, que curtia a festa com a neta Ana Clara de 9 anos.
A parada contou com o apoio do Governo do Estado, da Prefeitura de Niterói e da Universidade Federal Fluminense (UFF). A organização ficou a cargo do Grupo Diversidade Niterói (GDN) e o Grupo Sete Cores.
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