domingo, 14 de outubro de 2012

Funcionários do Comperj realizam paralisação por tempo indeterminado


Funcionários do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) fizeram uma manifestação no Trevo da Reta para impedir que ônibus e carros chegassem ao local. Os trabalhadores entraram em greve por tempo indeterminado novamente para pressionar o sindicato patronal a atender as suas reivindicações. A polícia foi chamada para acompanhar o movimento, que foi pacífico.

Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Mobiliário (Sinticom), Luiz Augusto Rodriguez, hoje deve ser realizada uma reunião entre a categoria e o sindicato patronal para negociar e deve haver uma assembleia entre os empregados do Comperj amanhã. Enquanto isso os trabalhos no Complexo estão parados.

“Hoje (terça-feira) eu posso te dizer que 95% do Comperj ficaram parados. Tinha uma parte no Trevo da Reta e uma outra equipe na portaria para impedir o acesso ao polo”, afirma Rodriguez. Segundo ele, há ainda a possibilidade de paralisação do setor administrativo no Comperj nesta quarta.

Já o advogado do sindicato patronal, Almir Ferreira Gomes, disse que os empregadores do Comperj foram notificados da paralisação e que já ofereceram uma proposta para os trabalhadores.

“A posição do sindicato patronal é a mesma: 9% de aumento, vale-alimentação de R$ 280, desconto do mês de março parcelado em quatro vezes e de dezembro descontado apenas na rescisão do contrato, ao final do vínculo empregatício.

Os trabalhadores pedem aumento salarial de 12%, vale alimentação R$350 e o benefício chamado “Folga de campo”, em que a cada 90 dias o empregado ganharia uma folga de três a cinco dias. Eles reivindicam que os dias não trabalhados na paralisação de março não sejam descontados.

Matéria publicada em 10 de abril de 2012 no Jornal O Fluminense, disponível no site.

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