Funcionários do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) fizeram uma manifestação no Trevo da Reta para impedir que ônibus e carros chegassem ao local. Os trabalhadores entraram em greve por tempo indeterminado novamente para pressionar o sindicato patronal a atender as suas reivindicações. A polícia foi chamada para acompanhar o movimento, que foi pacífico.
Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Mobiliário (Sinticom), Luiz Augusto Rodriguez, hoje deve ser realizada uma reunião entre a categoria e o sindicato patronal para negociar e deve haver uma assembleia entre os empregados do Comperj amanhã. Enquanto isso os trabalhos no Complexo estão parados.
“Hoje (terça-feira) eu posso te dizer que 95% do Comperj ficaram parados. Tinha uma parte no Trevo da Reta e uma outra equipe na portaria para impedir o acesso ao polo”, afirma Rodriguez. Segundo ele, há ainda a possibilidade de paralisação do setor administrativo no Comperj nesta quarta.
Já o advogado do sindicato patronal, Almir Ferreira Gomes, disse que os empregadores do Comperj foram notificados da paralisação e que já ofereceram uma proposta para os trabalhadores.
“A posição do sindicato patronal é a mesma: 9% de aumento, vale-alimentação de R$ 280, desconto do mês de março parcelado em quatro vezes e de dezembro descontado apenas na rescisão do contrato, ao final do vínculo empregatício.
Os trabalhadores pedem aumento salarial de 12%, vale alimentação R$350 e o benefício chamado “Folga de campo”, em que a cada 90 dias o empregado ganharia uma folga de três a cinco dias. Eles reivindicam que os dias não trabalhados na paralisação de março não sejam descontados.
Matéria publicada em 10 de abril de 2012 no Jornal O Fluminense, disponível no site.
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