segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Greve também afeta comércio perto da Universidade Federal Fluminense

Matéria publicada em 31 de agosto de 2012 no Jornal O Fluminense
A greve da Universidade Federal Fluminense (UFF), que já dura mais de três meses, prejudica apenas os estudantes. Comerciantes do entorno dos campi se queixam de que a ausência de alunos fez o movimento cair. Em alguns casos a queda atinge 70%.
“O bar fica em uma área universitária, dependemos muito da UFF para funcionar”, disse o comerciante Celso Antônio, dono de um bar na Praça da Cantareira.
Papelarias, gráficas e até lojas de roupas também sentem a queda do movimento.

“Deve ter caído uns 40%. Ainda bem que ainda tem gente que circula pela praça, como moradores de São Domingos e de fora. Pensei que a greve ia acabar agora, já estava ficando feliz, apesar de considerar justa a reivindicação dos professores”, comentou Dilcléia Alves de Oliveira, dona de uma loja de roupas.
Movimento – Enquanto a maioria decidiu pela permanência da greve na tarde de quinta-feira, há uma camada de docentes que deseja voltar às aulas. Eles argumentam que as assembleias não possuem um quórum mínimo. 
Segundo dados de junho de 2012 do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siape), a UFF possui 2.960 professores, porém nas assembleias o número de votantes não passa dos 250.
“O que queremos é o direito de voltar a dar aulas. Na quinta-feira a assembleia começou 15 horas, mas a votação foi só 19 horas. Quatro horas é muito tempo, é cansativo e as pessoas têm seus compromissos. Não somos contra o movimento e as reivindicações. Só achamos que talvez a greve não seja a melhor opção agora”, argumenta o professor de Física, Thiago Rodrigues de Oliveira. 
Segundo Cláudia March, secretária-geral da Associação de Docentes da UFF (Aduff) e membro do comando local de greve, na próxima semana os trabalhos vão ser de intensificar o movimento e obter apoio de parlamentares e reitores para pressionar o governo a voltar a negociar. “O governo fechou acordo com uma entidade com baixa representatividade", afirmou a dirigente da Associação de Docentes.

 Confira a matéria em O Flu Online

Nenhum comentário:

Postar um comentário