A indústria naval brasileira deu um importante passo nesta quinta-feira, com o batismo do Skandi Iguaçu, o maior rebocador já construído no país. A embarcação, que deveria ser entregue à Petrobras em novembro, ficará pronta cinco meses antes: em julho ou agosto.
Estiveram no evento os representantes das empresas envolvidas e o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Júlio Bueno. “Para você fazer a exploração do pré-sal é preciso um grande rebocador. No momento a Petrobras tem planos de aumentar a exploração. Naturalmente os estaleiros do Rio e de Niterói serão contemplados”, comenta o secretário.
O barco possui mais de 32.000 BHP instalados, isso é, de potência e tração de mais de 300 toneladas. A construção é do grupo norueguês DOF ASA. O navio foi encomendado ao estaleiro STX OSV, em Niterói, com financiamento do Fundo da Marinha Mercante através do BNDES.
Discursaram no evento o presidente do STX no Brasil, Waldemiro Arantes Filho, o diretor executivo do grupo DOF ASA no país, Eirik Torressen, e o secretário estadual Júlio Bueno. A madrinha da embarcação foi Rita Torressen, avó do diretor executivo.
Além do convés principal, o navio tem mais seis. A tripulação varia entre 18 e 25 pessoas, mas o navio tem capacidade de abrigar até 64 pessoas em cabines. O barco consome até 30% menos combustível pois usa um sistema de propulsão híbrido de motor a diesel com um sistema elétrico. “Estamos muito orgulhosos. Ele é específico para a Petrobras, é um grande passo para a exploração em profundidade”, disse o vice-presidente executivo do grupo DOF no país, Helge Ausbo. O Skandi Iguaçu integra uma nova geração de rebocadores superpotentes para operar em águas profundas e em diversas condições ambientais.
Matéria publicada em 19 de abril de 2012 no Jornal O Fluminense, disponível no site.
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