“A última impressão foi feita com recursos dos próprios membros e alguns amigos, fazendo vaquinha – o que não é possível sempre pela limitação financeira das pessoas. Aí é que entra a ideia do financiamento coletivo e a campanha do Catarse. Se muitas pessoas puderem contribuir com um pouco, conseguimos manter esta voz na CDD”, comenta a pesquisadora do (SOLTEC/UFRJ) e coordenadora do projeto do jornal, Marília Gonçalves.
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A ideia de criar um jornal comunitário surgiu em 2010 no final de uma oficina de comunicação crítica que um grupo de moradores recebeu em um curso de extensão oferecido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) na própria comunidade. O Núcleo de Solidariedade Técnica da UFRJ (SOLTEC/UFRJ) já atuava na Cidade de Deus, com outros projetos, desde 2006. Em 2008 começou o projeto que deu origem ao Portal Comunitário da CDD (www.cidadededeus.org.br) e foi para dar conhecimentos técnicos aos moradores para atualizarem o portal é que essa oficina de comunicação crítica foi ministrada.
Em 2011, o jornal conseguiu apoio do Ministério da Cultura por meio de um edital para microprojetos comunitários. Com esse recurso, a equipe do jornal comprou alguns equipamentos como máquina fotográfica e impressora e financiou a impressão de três das edições do “A notícia por quem vive”.
A equipe do jornal fez um minidocumentário para reforçar a importância do jornal comunitário na Cidade de Deus e ajudar na divulgação da campanha no Catarse. Assista ao vídeo a seguir:
A notícia na visão dos moradores
Atualmente a equipe do jornal é composta por oito moradores da CDD e recebe colaborações. Quinzenalmente esse grupo se reúne na sede da Associação Semente da Vida (ASVI), quando são debatidas as pautas para o jornal e para o portal do bairro. A publicação não possui anunciante e é distribuída gratuitamente no bairro. Atualmente a tiragem é de 3 mil exemplares.
“Por mais que o bairro tenha o portal, a comunicação ainda é complicada. Muitos moradores ainda não tem acesso à internet, é a realidade. Tendo um jornal impresso as pessoas vão poder se informar melhor das atividades que acontecem no bairro. Três mil exemplares é pouco, mas distribuímos em escolas, comércios e em várias regiões dentro da CDD”, comenta a presidente da ASVI e membro do jornal, Maria do Socorro de Melo Brandão.
A quinta edição do jornal já está em fase de finalização e precisa de recursos para ser imprensa e distribuída. A esperança dos que participam do “A notícia por quem vive” é de já poder financiar essa edição com recursos da campanha no Catarse. Para os que contribuírem está previsto, desde ter o nome publicado em uma edição do jornal a um tour pela Cidade de Deus previamente agendado e guiado pelos moradores que produzem o jornal A notícia por quem vive.
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