segunda-feira, 8 de abril de 2013

Dois anos de paz no São João

A Unidade de Polícia Pacificadora do Complexo do São João, na Zona Norte do Rio, a 14ª do estado, completa hoje dois anos. As comunidades dos morros da Matriz, do Queto e do São João, que somam 7.038 pessoas em 2.034 domicílios, já percebem mudanças na região: iluminação nas ruas e uma comissão para pensar o destino do lixo produzido são alguns exemplos do pacote de ações realizadas a partir da ação do programa UPP Social, que promove a integração entre poder público, moradores e lideranças locais.

“Acho que melhorou com a UPP Social. Antigamente, a gente tinha dificuldade de entrar em contato com as concessionárias. Hoje temos um diálogo mais próximo e uma equipe que nos orienta”, diz o vice-presidente da Associação de Moradores do Morro da Matriz, Márcio Bastos.


Um exemplo de ampliação de espaço de diálogo promovida pelo programa é a comissão do lixo, em que membros do governo e da comunidade discutem e colocam em prática medidas para minimizar os problemas de descarte de resíduos. “A atuação da equipe de campo da UPP Social permite ampliar os canais de diálogo com a população, pois a partir do exercício de escuta é possível criar combinados e parcerias para combater problemas que atingem as comunidades com UPP”, pontua o gestor do programa na área, Fernando Carlos.

Outro resultado positivo é a execução do projeto “Vamos combinar uma comunidade mais limpa” em conjunto com a Comlurb, que busca regularizar e aumentar a qualidade da coleta de lixo. Na próxima quarta-feira, 06/02, um mutirão batizado de Bloco da Limpeza vai passar pelas três comunidades para estimular a população, em clima de carnaval, a jogar o lixo nos locais acordados nas reuniões comunitárias.

Mapeamento

Apesar dos avanços, ainda há muito a ser feito. “Antes a gente era esquecido, não subia ninguém. Hoje já tem luz na rua, mas o Queto ainda precisa de muita coisa”, diz a presidente da Associação de Moradores do Morro do Queto Maria Helena Costa, conhecida como Piquitita. Para coordenar e qualificar a oferta dos serviços públicos, as equipes de campo da UPP Social fazem levantamentos de informações que subsidiam a elaboração de políticas públicas capazes de atender às especificidades do território, uma importante preocupação do programa.

Um desses levantamentos é o Mapeamento Rápido Participativo (MRP), um diagnóstico baseado em observação e entrevistas que identifica microáreas de acordo com diferentes graus de desenvolvimento urbano e estabelece áreas para atuação prioritária. “O MRP, assim como o mapeamento dos logradouros da comunidade, é um banco de informações qualificado sobre o Complexo do São João e será fundamental para a formulação e implantação de políticas públicas cada vez mais eficientes para atender os anseios da população”, explica o gestor Fernando Carlos.


Matéria publicada no site da UPP Social em janeiro de 2012.

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