domingo, 14 de outubro de 2012

Dia das Mães: amor incondicional e singular com os mais diferentes perfis


Ao longo dos anos a sociedade mudou bastante assim como o rótulo de “ser mãe”. Progenitoras de diversos tipos se multiplicam pelas ruas das grandes cidades. Temos a mãe que trabalha demais, a desencanada, a superprotetora, a radical, a amorosa, a carrancuda e muito mais. Independente do perfil, todas têm muito que comemorar nesse Dia das Mães. Afinal, somente elas sabem a dor e as alegrias de ter um filho, seja ele biológico ou não.

“Eu tenho me superado a cada dia, até por que é tudo muito novo para mim. Todo dia tem uma novidade. O mais interessante é que você passa a ver tudo de uma forma bem diferente, você passa a pensar como mãe, você age como mãe, você toma atitudes que antes você não se preocupava. E é uma experiência linda e única”, conta a gerente de loja Elizabeth Abreu, de 28 anos, que passará o primeiro Dia das Mães com o pequeno João Guilherme e é só felicidade.

Elizabeth conta que uma das coisas mais difíceis que fez na vida foi voltar a trabalhar depois do nascimento do filho, João Guilherme, que hoje tem nove meses. “Para mim foi terrível, fiquei com o coração partido e lamentando ter que trabalhar. O que me consolou foi que minha mãe largou o emprego dela para me ajudar com ele. Eu não ia suportar colocar um bebê de quatro meses em uma creche”, conta.

Para o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Gilberto Ney Ottoni de Brito, que tem estudos no campo da neuropsicologia cultural, a estrutura da família está mudando e seus personagens ainda estão em processo de adaptação. “A figura do pai-provedor está mais tênue. Está acabando. Aí a mãe passa a desempenhar também um papel financeiro na família, assim surge a figura da babá, da avó, que tem sido cada vez mais forte. E essa mãe acaba, muitas vezes, ficando tensa e frustrada por ficar longe dos filhos”, comenta o professor.

As mães mais experientes também se derretem hoje. Mãe de quatro filhos, a paraibana Ana Soares, há 46 anos no Rio de Janeiro, conta que eles sempre fazem festa na data. “Eles me fazem surpresas, me dão presentes. O importante é que a família está sempre junta”. Dona Ana, de 68 anos, deixou o trabalho assim que se casou e acompanhou de perto o desenvolvimento dos filhos, cujas idades variam entre 26 e 48 anos. Ela é avó de um garoto de 12 anos.

Filho do coração

E quando a natureza não realiza o sonho de ser mãe, algumas recorrem à adoção. É o caso de Elaine Franklin, securista de 42 anos que adotou João Manoel quando ele tinha cinco dias de vida há sete anos. “Eu tentei pelos métodos convencionais e nada funcionou. O João é uma bênção na nossa família. Ele sabe que é adotado, nós sempre dissemos que ele é ‘o filho do coração da mamãe e do papai’”.

Elaine e o marido conseguiram adotar com apoio da organização Quintal de Ana, que realiza reuniões com os candidatos a pais e posteriormente com as famílias que adotaram, integrando pais e crianças que passaram pela experiência.

Matéria publicada em 13 de maio de 2012 no Jornal O Fluminense, disponível no site.

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