| A banda Tamuya Thrash. Foto: Rapha Simons |
Não só de Funk e Hip-Hop vivem as favelas do Rio de Janeiro. Com três anos de bagagem, o CDD Rock Baile está em sua 13ª edição: serão sete bandas, exposição de ilustrações e performances. De quebra, o evento se torna uma boa alternativa de festa para esperar o fim do mundo previsto pelo calendário maia. E o melhor, a entrada é grátis.
“O público aumentou muito depois que o local foi pacificado. Teve também uma importante ajuda da internet, além das bandas que estão melhorando, e já trazem seus fãs”, comenta Murilo Freitas, que organiza o evento sozinho desde o início. Freitas, conhecido como Sinatra, tem hoje 46 anos e é taxista.
O festival não tem periodicidade certa, mas todos ficam sabendo da próxima edição através da internet. Essa será a quarta edição realizada na Quadra do Coroado. O local é conhecido por ser um reduto de samba e de bailes funks, mas a atual equipe de eventos tenta deixar a coisa mais eclética convidando outras manifestações artísticas como teatro, baile charme e, sim, rock.
A festa começou com uma reunião informal em uma praça da CDD, com o patrocínio de um dono de lanchonete amigo de Sinatra. Além da ajuda, cada um deu R$ 10 para um churrasco. O som ficou a cargo do organizador, que revezou seus CDs no som de um carro. Na segunda vez, um amigo perguntou se poderia tocar com sua banda, e assim começou o formato que tem hoje o CDD Rock Baile. E esse nome tem uma história curiosa.
“Quando escolhi o nome, estava com o MV Bill e seu empresário, Nino, que foi quem me chamou para a quadra do Coroado. Eles não gostaram, mas eu achei ótimo. Tem o nome do local, CDD, o tipo de música, Rock, e é realizado no lugar onde tem Baile funk. As outras edições tiveram nomes diferentes: já foi “A Porrada”, “Rock na Praça”, “Quer dormir vai pro cemitério”. Esse por sinal virou bordão; agora tenho que gritar isso em todas as edições, porque as pessoas ficam pedindo”, comenta Freitas. Outra quase tradição do evento é o mau tempo. Em uma edição, choveu muito, e um transformador explodiu, o que provocou uma divertida briga entre o organizador e São Pedro. Desde essa vez, os moradores associam os shows à chuva.
Redes sociais para conquistar fãs e conhecer novas bandas
É através da página do evento no Facebook que organizador recebe feedback do público, descobre novas bandas e divulga os eventos. A quadra do Coroado tem capacidade para cerca de duas mil pessoas, e segundo Sinatra o público do CDD Rock Baile tem ficado entre 300 e 350 pessoas. Novas bandas são sempre incentivadas a mandar material.
“As bandas publicam seus vídeos na página que criei no Facebook, ou me abordam na rua mesmo. No próximo vai ter uma banda cover do Guns’n Roses que uma amiga indicou. Eu pedi para postarem um vídeo na página e quando tinha a data da festa perguntei se eles estariam disponíveis e deu tudo certo”, explica Sinatra. O autor do flyer dessa edição é Alen Jerônimo, da banda Rave de Raiz de Pernambuco. O grupo pediu para tirar umas fotos na quadra e acabou entrando para essa edição do festival.
Além deles, se apresentam nessa edição as bandas Domestic Junkies, Mau Pressagio, Tamuya Thrash, DEF3, Guns Machine, Azeigeist e uma banda surpresa. Além disso, haverá performance com o ator Nélio Fernando, estande de tatuagem, venda de produtos ligados ao rock, além de exposição de ilustrações.
Entre os projetos para 2013, se o mundo não acabar, está o de continuar com o CDD Rock Baile. “O festival vai continuar em 2013, mesmo que o clube não queira mais, eu faço na praça, como antes. A próxima edição tem que ser depois do carnaval, e eu quero fazer só com bandas cover”, diz o organizador.
Serviço:
Data: 21 de dezembro
Horário: Abertura às 20h
Local: Clube Coroado, Rua da Luz, Cidade de Deus
Entrada franca.
Matéria publicada em dezembro de 2012 no site da UPP Social.
Horário: Abertura às 20h
Local: Clube Coroado, Rua da Luz, Cidade de Deus
Entrada franca.
Matéria publicada em dezembro de 2012 no site da UPP Social.
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